Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 30/07/2018
De acordo com o artigo 205 da Constituição brasileira, a educação é um direito de todo cidadão, cabendo ao Estado e à família incentivar e inserir o indivíduo no ambiente escolar. No entanto, ao se observar a realidade do país, percebe-se que a evasão escolar, isso é, o abandono dos estudos por parte do estudante, é uma problemática presente que possui, entre outros fatores, a precocidade da vida adulta a qual muitos indivíduos são submetidos.
Dados divulgados pelo programa televisivo “Profissão Repórter”, transmitido em maio de 2018 pela rede Globo, apontam que 1 em cada 4 crianças abandona a escola ainda no ensino fundamental, enquanto 42% dos alunos matriculados no ensino médio também optam por não finalizar sua formação estudantil. Dentre as causas destacadas para a prática da evasão escolar, a principal delas é o ingresso do indivíduo em trabalhos informais que, na maioria das vezes, tem como objetivo complementar a renda financeira familiar. Todavia, quando o indivíduo passa a ter carga excessiva de trabalho, muitas vezes, tende a abandonar o ensino a fim de dedicar-se exclusivamente na tarefa proposta pelo empregador.
Além disso, outro fator que deve ser destacado são os casos de gravidez precoce, problema que inviabiliza a ida de inúmeras estudantes ao ambiente escolar, haja vista que, durante a gestação, o gasto energético da mãe aumenta consideravelmente para que ocorra a manutenção das reações necessárias para a formação do corpo da criança, fazendo com que a gestante sinta-se cansada e com dores espalhadas pelo corpo, necessitando, pois, de repousos constantes e acompanhamento médico. Dados publicados na revista “Veja”, por exemplo, mostram que 3 a cada 7 meninas que deixam de frequentar a escola tiveram como motivo a gravidez indevida.
Sendo assim, medidas fazem-se necessárias para assegurar que mais pessoas consigam concluir sua formação educacional, fator relevante para a futura inserção do indivíduo no mercado de trabalho formal. Primeiramente, o Ministério da Assistência Social, em parceria com o Ministério da Educação, deve exercer o seu papel de protetor e utilizar os meios comunicação, tais como Facebook e Twitter como canal de comunicação com a população, divulgando campanhas que visem mostrar ao cidadão os malefícios do trabalho infanto-juvenil irregular, evidenciando a necessidade de denúncias para que eventuais empregadores sejam identificados e punidos e para que crianças e jovens sejam amparados e reinseridos no processo educativo. Outrossim, família e escola, por meio de conversas, debates e palestras, devem dar ênfase à educação sexual dos estudantes a fim de mostrar-lhes caminhos para que relações sexuais sejam seguras para evitar a gravidez e até mesmo a transmissão de doenças.