Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 30/09/2024

Paulo Freire, filósofo brasileiro, destaca que: “a educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas que, por sua vez, mudam o mundo”. Todavia, em virtude dase evasões escolares serem uma realidade brasileira, é válido reconhecer como o Poder Público não cumpre o seu papel social conforme os ideais de Paulo Freire. Sob essa perspectiva, é possível analisar a ausência de recursos e a má gestão política como os pilares do problema.

De início, percebe-se que a falta de infraestrutura fomenta a permanência do entrave, dado que, as unidades escolares possuem ambientes precários, com professores desqualificados e materiais de ensino defasados. Nesse viés, ao destacar a ideologia do filósofo Platão, específicamente sobre o uso da razão para combater os problemas sociais, nota-se como a sociedade brasileira não adota essa conduta, sobretudo quando o asssunto é a evasão escolar. Isso porque, lamentavelmente o indivíduo não questiona a realidade na qual está inserido.

Além disso, vale ressaltar a má gestão governamental como um fator que dificulta a atenuação do empecilho, visto que, com a atual crise financeira enfrentada pelo país, crianças e jovens abdicam dos estudos e dão início ao mercado de trabalho para contribuírem com a alimentação e recursos básicos dentro de casa, ficando expostos à exploração, à violência e aos abusos das ruas. Nessa ótica, Thomas Hobbes - contratualista do período moderno - afirma que: “a população cede o seu poder ao Estado que, por sua vez, é ineficaz”. Isso pode ser verificado com a negligência estatal em promover auxílios de maneira funcional para essa parcela da população que realmente necessita de apoio financeiro.

Urge, portanto, a adoção de medidas que combatam essa problemática. Partindo desse ponto, o Ministério da Educação deve prover uma infraestrutura adequada e bolsas para os estudantes, por meio do decreto de reformas nas unidades estaduais e municipais do país, além do fornecimento de bolsas estudantis com base na renda familiar do aluno. Assim, ofertando quadros, cadeiras e profissionais qualificados para os estudantes, estando incluso o auxílio que garanta a presença do aluno na sala de aula, para que, por fim, haja a obliteração da evasão escolar.