Evasão escolar e a realidade brasileira

Enviada em 23/02/2018

O grupo de hip hop Pacificadores apresenta uma música a qual representa um pouco da realidade da faixa etária infantojuvenil brasileira, a canção ‘‘Eu queria mudar’’ demonstra de fato, a fuga escolar nesse seguinte trecho ‘‘pulei o muro da escola para correr atrás de pipa, jogar conversa fora, biloca em fica’’. Partindo dessa premissa, nota-se o porquê do Brasil estar na terceira posição mundial de evasão na educação, conforme o portal G1. Nesse sentido, são diversos os motivos para a permanência desse mal que assola as escolas desde cedo.

A priori, deve-se avaliar todos os contextos nos quais os alunos estão inseridos para validar uma construção efetiva da razão dessa fugacidade. Consoante o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 1 em cada 4 alunos que começam o ensino fundamental abandona os estudos antes de completar a última série, esse dado revela a fragilidade do modelo escolar brasileiro, sendo necessário não postergar tal fato. Por conseguinte, alguns estudantes têm um ritmo de aprendizagem lento, dessa maneira, eles sentem-se atrasados em relação à turma e acaba sendo alvo fácil de distrações externas. Além disso, a perspectiva social é bastante importante, pois pode explicar a ausência escolar, dentre esses, a falta de transporte, problemas familiares, jornada de trabalho desde cedo, carência de recursos escolares, bullying, todos são motivos plausíveis para evasão.

Ademais, essas justificativas degradam a educação brasileira e a formação do jovem. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, ‘‘o ser humano é aquilo que educação faz dele’’, assim é quase impossível obter um futuro digno para as crianças e jovens fora da escola. Uma vez distante das instituições torna-se mais fácil a entrada na seara criminal e no trabalho infantil e informal logo cedo, dessa forma, o índice de violência no país tende a subir abruptamente. Além disso, sem a presença estudantil e com ausência de informações acaba sendo mais vulnerável problemas como a gravidez na adolescência, mostrando-se como a evasão escolar pode desencadear diversos outros problemas na sociedade.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade do investimento em campanhas midiáticas que fomentem a precisão da permanência escolar garantida no Estatuto da Criança e Adolescente, com a ação do Estado nas instituições, redes sociais, rádios. É imprescindível que a Escola e a Família criem uma relação do aluno com esse ambiente, sem o jovem ou a criança se sentirem obrigadas a estarem naquele espaço, fazendo dessa forma o estudante participar ativamente das atividades escolares. Isso pode ser feito com a a criação de tarefas como rádios escolares, música, esporte, premiação para os melhores desempenho, além do acompanhamento de perto dos alunos que não estão com boas notas.