Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 25/10/2024
Em 2024, o INEP registrou um dos índices mais baixos de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), uma das principais portas de entrada para o ensino superior no país. Fora desse cenário, a falta de infraestrutura adequada nas escolas e a desigualdade social são algumas das realidades enfrentadas pelos estudantes brasileiros, o que, consequentemente, contribui para a evasão escolar.
Em um primeiro momento, a falta de infraestrutura adequada nas escolas contribui para a evasão escolar dos jovens, visto que a carência de investimentos do Estado na manutenção e nas reformas fomenta um ambiente precário e inadequado ao ensino dos estudantes. Para a historiadora Lilia Schwarcz, em sua teoria do Patrimonialismo, os governantes gerem a máquina pública como um patrimônio privado, ou seja, visando os próprios interesses em detrimento do bem-estar da população. Em razão disso, investimentos destinados para a melhoria das salas de aula são desviados para áreas de interesse de uma minoria política. A título de exemplo, segundo o Globo, cortes milionários foram feitos no orçamento da educação, enquanto o Ministério da Cultura recebeu investimentos estatais.
Em um segundo instante, a desigualdade social é uma realidade brasileira atrelada à evasão escolar dos estudantes, dado que a juventude do Brasil, em meio a dificuldades econômicas e sociais, prefere não permanecer nos estudos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil é um dos países mais desiguais do mundo. Entretanto, mesmo com o incentivo financeiro do governo a manutenção dos jovens nas escolas, como o “Pé-de-meia”, a realidade brasileira de desigualdades sociais e econômicas culmina na evasão escolar.
Portanto, a falta de infraestrutura adequada nas escolas e a desigualdade social são algumas das realidades enfrentadas pelos estudantes brasileiros e que contribui para a evasão escolar. Posto isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com as prefeituras do país, reformar as escolas públicas das cidades. Além disso, é dever das instituições escolares, por meio de reuniões com as famílias, entender a realidade pessoal de cada jovem e acompanhar o desempenho estudantil, como por exemplo, com o uso de plataformas digitais pelos profissionais da educação. De modo que os estudantes se sintam estimulados a prestar o ENEM.