Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 14/03/2018
Por uma educação para todos
Segundo Émile Durkheim, um dos célebres sociólogos do século XIX, a sociedade pode ser comparada a um “organismo vivo” por apresentar funcionalidade integrada. Hodiernamente, esse organismo tende a enfrentar um problema alarmante, a evasão escolar. Nesse contexto, há dois pontos que não podem ser negligenciados, como o desestímulo e a incapacidade de permanência escolar, responsável por nutrir essa adversidade. E, ausências de oportunidades de retorno a escolaridade.
Em primeira análise, é fundamental pontuar que o desestímulo e incapacidade de permanência escolar são os principais fatores que agregam ao aumento da evasão escolar. Esses problemas, normalmente se originam devido a adversidades á compatibilidade de ensino, muitas vezes, artificial e mecanizado, com déficit de humanização em suas políticas, segundo o cientista social, Rudá Ricci. Além disso, adversidades econômicas, levando muitos jovens a abandonarem a escola e buscarem uma renda extra para auxiliar suas famílias, no qual, pesquisas feitas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), identificaram que 24% dos jovens entrevistados deixaram a escola porque precisavam trabalhar e auxiliar suas famílias.
Ademais convém frisar que a ausência de oportunidades de retorno a escolaridade acentua o problema. Isso decorre devido à imparcialidade do governo com a escassez de políticas que permitam o retorno ou até mesmo a permanência de alunos em situação precária. Em vista disso, destaca-se o escândalo da demora do resultado do Exame para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Demonstrando a necessidade de um plano nacional de reeducação que possibilite a amenização da evasão escolar no Brasil.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar o problema. É imprescindível que o governo se mantenha indiferente ao problema da evasão escolar. Por tudo isso, há a necessidade de uma intervenção por parte do Ministério da Educação (MEC), o qual proponha planos nacionais de reeducação, possibilitando uma humanização nas políticas de educação, juntamente a auxílios para alunos em situação de precariedade econômica. Além disso, é essencial que o MEC facilite o retorno a escolaridade, possibilitando o aumento de instituições e organizações especializadas na reeducação de jovens e adultos. Em síntese, materializadas tais medidas, o “organismo vivo” de Durkheim será integrado a uma sociedade coesa e justa.