Evasão escolar e a realidade brasileira
Enviada em 03/04/2018
A constituição de 88, incorporadas por ideias de igualdade, liberdade e fraternidade, da Declaração Universal dos Direitos do Homem e Cidadão, feita na Revolução Francesa, em 1789, foi um marco na história do Brasil. Contudo, apesar desse marco, ainda hoje, ocorre persistente violação referente à evasão escolar. Diante disso, é preciso tomar medidas tanto na profilaxia das causas, quanto no incentivo por parte da escola.
Sustento familiar. Negligência dos pais. Gravidez. São uns dos principais motivos da evasão escolar dos jovens no Brasil e todas essas causas ligadas ao meio familiar. Dado que, muitas famílias por não terem apoio governamental digno, dito na Constituição, recebendo apenas 1 salário mínimo, o jovem é obrigado a largar a escola, começando a trabalhar precocemente para ajudar no sustento familiar. Além disso, a falta de atenção dos responsáveis pelo excesso de trabalho, acarretando na falta de tempo para os filhos, esses para a atitude contrária dos pais, acabam largando a instituição e, também, como consequências mais graves associadas a tal atitude, bem como a falta de conversa, ocorre a gravidez precoce na adolescência.
Fora aqueles graves problemas, a instituição escolar não apresenta atrativos que incentivam ex- alunos voltarem à escola. Nesse sentido, apesar de todas as leis, os casos de evasão ainda acomete mais da metade dos jovens no país. A causa disso é que esta instituição não muda conforme a situação, ou seja, não se desenvolve para abarcar jovens do século XXI, continuando com padrões ultrapassados do século XVIII. Nessa perspectiva, além da enorme importância das ações legais, pouco adiantará se o principal setor não se adapta segundo as necessidades dos jovens pós-modernos.
Por tudo isso, as soluções possíveis são as famílias devem arquitetar os horários de trabalho dos filhos para que aulas e estudo não sejam perdidos e incentivar diálogos com os adolescentes, desde pequenos, dando a atenção necessária, para que as causas de evasão escolar diminuam, bem como, a qualidade de vida do jovem, futuramente, seja beneficiada graças à educação. Além disso, o Estado, em parceria com o MEC, façam reformas educacionais nas escolas públicas e nas privadas, nos estados e municípios, ouvindo os jovens e incentivando-os pelas redes sociais a exporem suas ideias, a fim de que mudanças sejam cada vez mais eficazes no combate desse problema. Somente assim, com ajuda da sociedade e poder público a realidade brasileira mudará.