Enviada em: 06/09/2017

No dia 7 de Abril de 2016 foi sancionada a lei que determina o dia 7 de Abril como o Dia Nacional de Combate ao Bullying. A data, estrategicamente pensada, coincide com o dia em que ocorreu o Massacre de Realengo, em 2011. A tragédia que chocou o país teve como motivação do atirador o bullying, em que tirou a vida de 11 crianças, confirmando o pior atentado a escolas no Brasil. Apesar da ampla discussão, o bullying ainda se faz presente, deixando suas consequências negativas em diversas crianças e adolescentes.       É necessário, primeiro, entender como esse ato de violência ocorre e suas características que o discrimina de outros presentes na sociedade. Ainda que não haja um consenso entre os especialistas, o bullying é geralmente retratado como uma violência entre dois indivíduos de mesmo nível hierárquico social, na qual um se impõe sobre o outro através de violência física ou psicológica. De acordo com a pesquisa realizada em escolas pelo IBGE em 2016, quase metade dos alunos já sofreram algum tipo de violência. Além disso, o estudo revela um aumento progressivo dos casos, o que mostra a necessidade de medidas que controlem essas ações.       Ainda neste contexto, por tratar-se de indivíduos em pleno desenvolvimento físico e mental, traumas como esse podem trazer consequências graves. Se para sua definição há divergências, as mazelas do bullying são unânimes para psicólogos, psiquiatras e educadores. Partindo dos malefícios físicos das agressões, as vítimas podem sofrer com doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, problemas sociais, como, por exemplo, o baixo rendimento escolar e o isolamento, ou até com doenças psicossomáticas. Em casos extremos, a pessoa pode atentar contra a própria vida, o que demonstra a seriedade dessa problemática.       Fica evidente, portanto, a necessidade de ações moderadoras dessa prática e seus efeitos. Para isso, as instituições educacionais, através de seu papel socializador, devem trabalhar a prevenção por meio de debates sobre tema, além de aumentar a comunicação com pais a fim de torná-los auxiliadores na investigação comportamental das crianças. Ademais, o Governo deve investir no preparo dos profissionais da educação, além de disponibilizar o acesso à psicólogos, com o objetivo de preparar o ambiente a essa realidade. Com isso, será possível coibir essa prática de fato.