Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 06/04/2020

O conhecimento acerca dos processos biológicos e suas interações para a manutenção da vida está crescendo em proporção sem precedentes. Sendo assim, é inegável que os avanços científicos na área da saúde apresentem crescimento positivo, porém, tendo como consequência, a árdua passagem de cobaias, as quais lutam para sobreviver em meio a dores e estresses. Nesse cenário, cabe o questionamento, qual o limite para o uso de vidas de animais em que os beneficiados serão os humanos?

Ademais, poucos possuem o conhecimento do que ocorre nos laboratórios, em que os testes, de maneira geral, causam sofrimentos, ferimentos e transtornos psicológicos nos animais. Sendo assim, desrespeitando as cinco liberdades desses indivíduos, como estar livre de fome e sede, desconforto, doenças e injúria, liberdade para expressar comportamentos naturais da espécie e ausência de medo e estresse, como consta no comitê Brambell, grupo denominado pelo Ministério da Agricultura da Inglaterra.

Nesse contexto, segundo o neurocientista Philip Low, já é sabido que os animais possuem substratos neurológicos que geram a consciência e comportamentos intencionais, significando que sentem, pois são seres sencientes, capazes de percepções conscientes do que acontece a eles. De acordo com o pensamento da escritora Alice Walker, os animais existem por suas próprias razões, portanto, o homem não possui o direito sobre o uso da vida desses seres para benefício em pesquisas, para isso, existem alternativas, como o uso de modelos matemáticos, cultura de células humanas in vitro, entre outros.

Visando o não uso de cobaias em estudos, urge que o Ministério da Agricultura juntamente com pesquisadores da área da saúde, empregue leis mais severas, por meio de punição por crime inafiançável, e ainda, divulguem campanhas pelas mídias digitais, a fim de instruir a população para a defesa continua dos animais.