Experimentos científicos em debate no Brasil
Enviada em 06/09/2020
O filme Okja, da Netflix conta a história entre uma menina e uma porca, em que o animal representa um símbolo da hipocrisia de muitas indústrias que se dizem sustentáveis e “amiga” dos animais, condenando experimentos nesses indivíduos. Fora da ficção, entretanto, esse debate está presente na sociedade atual, uma vez que há uma discussão entre os ativistas, defensores dos animais, contra empresas às quais lucram usando esses seres vivos como cobaias. Dessa forma, é importante compreender como a irresponsabilidade gerada pelo excesso de lucro das empresas e o descaso governamental, acentuam essa problemática.
Antes de tudo , é imprescindível destacar que, em função da necessidade de aumentar a demanda do mercado gerado pela excessiva busca de capital, animais são submetidos à atrocidades e maus tratos, além de experimentos invasivos e perversos. Nessa perspectiva, entretanto, durante a Segunda Guerra Mundial, prisioneiros humanos eram usados como cobaias em pesquisas científicas. Apesar da proibição dessa prática, os testes laboratoriais feito com os roedores continuam até nos dias de hoje. Com isso, é possível perceber que as industrias se importam somente com os benefícios que receberão no futuro, tratando os animais apenas como objetos.
Outrossim, evidencia-se a falta de fiscalização do trabalho desses profissionais devido à postura negligente governamental à qual está diretamente ligada a um modelo econômico que estimula os mecanismos de manipulação e submissão animal. Nesse sentido, segundo o filósofo Thomas Jefferson, até pararmos de prejudicar outros seres vivos, ainda seremos radicais e selvagens. A partir dessa ideia do autor, fica claro que a sociedade está inserida em um contexto de violência e dependência desses seres vivos. Logo, observa-se problemas que devem ser resolvidos.
Diante do exposto, é imprescindível que haja manutenção na sociedade para o fim da escravização animal. Portanto, é necessário que o Governo Federal intensifique recursos destinados às pesquisas científicas, por meio de verbas governamentais, de modo que ocorra o desenvolvimento de meios alternativos para criação de novos produtos e produção dos já existentes sem o uso de animais como testes. Assim, este também deve fornecer ajuda e suporte para incentivar que as empresas abandonem essa prática. Além disso, as instituições educacionais devem colocar o assunto em prática, promovendo debates e discussão entre os alunos, com o intuito de conscientizá-los sobre a importância do tema. Somente assim, o Brasil atingirá progresso em relação à liberdade animal.