Experimentos científicos em debate no Brasil
Enviada em 18/12/2020
A vacina da varíola, fabricada por meio de testes em animais, foi de suma importância na erradicação dessa doença que matou inúmeras de pessoas, principalmente na Segunda Guerra Mundial. Porém, apesar dos avanços imensuráveis da medicina, técnicas alternativas para mitigar o uso de cobaias não são prioridade no Brasil, mas deveria. Portanto, fica clara a omissão da União que banaliza o uso dessas vidas em prol do ser humano.
Em primeira análise, deve-se pontuar que não é de relevância para as autoridades de saúde que novos métodos de testes clínicos sejam criados sem o uso de animais, pois técnicas in vitro ou computacionais são desenvolvidas a passos lentos. Nesse viés, devido ao alto custo de investir em formas alternativas, o uso de camundongos, por exemplo, ainda é frenético no âmbito científico. Afinal, cerca de 100 milhões de animais são usados anualmente como cobaias no mundo, de acordo com o site G1, e o Brasil está entre os que mais utilizam, conforme ratifica o site. Logo, é notável que novas políticas sejam impostas para reduzir essa brutalidade.
Além disso, vale ressaltar que o descaso estatal, no que diz respeito às revindicações civis, é grave, pois parte da sociedade sensibiliza-se com o uso de animais em testes experimentais e as autoridades, inclusive, fazem vistas grossas. Basta ver a reverberação social que houve após ativistas resgatarem cães, utilizados como cobaias, no Instituto Royal há alguns anos, fato esse, que após muito esforço e pressão populacional, foi significativo no fim do uso de cobaias na Indústria de Cosméticos. Assim, é notável a omissão do Estato que só atua quando a situação chega à mídia.
Em virtude dos fatos mencionados, uma solução plausível para abrandar o uso de animais em testes experimentais é a criação do projeto ’’ Vidas não são cobaias’’ pelo Ministério da Saúde. Posto isso, com verbas federais, novas bolsas de pesquisa serão custeadas para que, no prazo de 10 anos, melhores tecnologias sejam criadas com possível potencial para substituir animais em testes. Conclui-se, então, que as revindicações civis serão, de fato, realizadas com novos experimentos que não usem animais.