Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 08/06/2021

Em sua teoria “Banalidade do Mal”, Hannah Arendt afirma que o campo ético é cerceado por uma visão limitada que contribui para a inação da sociedade diante de situações caóticas. Nesse contexto, nota-se que a massificação da comunidade brasileira é grave, uma vez que há uma carência de debates sobre protocolos de experimentos científicos no país. Dessa maneira, torna-se essencial analisar que essa mácula ocorre devido não somente ao sistema capitalista, mas também a questões socioculturais.

Diante dessa realidade, convém destacar, em primeira análise, as origens e consequências que o capitalismo traz para o tema. Sob esse prisma, essa estrutura econômica teve como ponto inicial a Primeira Revolução Industrial e seu principal objetivo sempre foi o acúmulo de riquezas, independente dos efeitos que essa busca possa gerar. Nesse sentido, é indubitável que ela se aproveita das brechas judiciárias para diminuir o número de protocolos e, então, amenizar seus gastos. Desse modo, o cidadão brasileiro se torna vítima de produtos que, muitas vezes, podem vir a se tornar uma ameaça devido ao corte de gastos em detrimento do lucro.

Além desse cenário, é necessário salientar como o olhar egoísta da população prejudica o meio ambiental biótico. Sob essa ótica, o sociólogo Zygman Bauman postula que vive-se em uma sociedade individualista, a qual não se importa com relações ou problemas alheios. Nesse viés, os mais afetados são os animais usados como cobaias para criação de mercadorias fúteis, a exemplo da indústria de cosméticos com produtos de fins estéticos. Dessa forma, é inaceitável que os brasileiros continuem com uma visão egocêntrica diante dos experimentos científicos em animaais sem propósitos éticos.

Portanto, tendo em vista os fatos abordados, medidas educativas e socioculturais se tornam necessárias. Assim, com o intuito de reverter o olhar egoísta brasileiro, cabe ao Estado, na figura do Ministério da Educação, isso porque ele é responsável pela formação do indivíduo desde a tenra idade, fomentar debates sobre problemas atuais e suas possíveis soluções, por meio de uma matéria chamada “Projeto de pesquisa, debate e intervenção” e obrigatória desde o ensino fundamental II. Espera-se, com isso, que no futuro a ética não seja cerceada pela banalização do mal.