Experimentos científicos em debate no Brasil
Enviada em 18/09/2021
No Egito Antigo, os gatos eram tratados como deuses, pois, para a sociedade egípcia, os bichanos eram considerados criaturas mágicas, capazes de trazer boa sorte às pessoas que cuidavam deles. Contudo, na realidade do século XXI, é possível observar o uso cruel de animais para a realização de testes e experimentos em laboratório, o pode ser mostrado no curta metragem “Salve Ralph” - o qual ganhou a internet no ano de 2021. Assim, com o passar dos anos, apesar do avanço da tecnologia, percebe-se que os bichos são tratados de forma inapropriada pelo meio social, contrapondo a realidade do mundo antigo. Portanto, visto que já existem alternativas capazes de substituir o uso de cobaias nos experimentos científicos, é realmente ético prosseguir com a exploração de animais?
Em primeiro lugar, no cenário de experimentos científicos em questão no Brasil, vale lembrar o domínio tecnológico advindo com o renascimento, no século XV, o qual foi possível estudar e se aprimorar, cada vez mais, nas ciências. Além do mais, no panorama do uso de cobaias em testes laboratoriais, são notáveis os avanços na criação de células e tecidos para este fim, bem como o uso de simulações em computador. Desse modo, é compreensível que todo o conhecimento adquirido com o passar dos anos, impulsionou o desenvolvimento de alternativas capazes de substituir o uso de animais em experimentos. Assim, diante dos debates acerca dos testes em seres vivos, é de suma importância questionar-se a respeito dos limites em questão.
Ademais, no contexto de experimentos científicos no país, é importante ressaltar que alguns estados da federação já publicaram leis a fim de combater essa triste realidade, como é o caso da lei aprovada em 2017 no Rio de Janeiro, a qual proíbe a utilização de animais para desenvolvimento, experimento e testes de produtos cosméticos. Em suma, é inegável que testes em laboratórios causam sofrimento, ferimentos e transtornos psicológicos nos bichos e, apesar dessa prática ser submetida a comitês de ética, os seres parecem uma alternativa fácil e acessível, visto que se reproduzem rápido e sua semelhança com nossa espécie permite eficácia nos resultados. Portanto, é necessário combater essa infeliz realidade de exploração animal que ainda é comum no meios científicos do Brasil.
Dessarte, diante do cenário da necessidade de discutir os experimentos científicos no país, o Ministério da Ciência e Tecnologia, através dos meios midiáticos, deve promover campanhas na televisão e nas redes sociais - eficaz devido à expansão da tecnologia - que mostrem os malefícios envolvidos no processo, como também a existência de métodos que assegurem a vida do ser. Assim, a fim promover discussões éticas, o debate será eficiente, visto que a alienação agrava a situação problemática.