Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 14/11/2021

Os experimentos científicos com animais, no Brasil, têm servido, até os dias atuais, como forma de garantir produtos seguros ao uso humano e, apesar de estarem se extinguindo na indústria de cosméticos devido aos danos causados aos bichos, continuam sendo essênciais para a produção de novos medicamentos. Isso se deve ao fato dos efeitos de novos tratamentos serem imprevisíveis ao serem aplicados em um organismo tão complexo como o de uma pessoa, por isso, ainda é necessário esse tipo de pesquisa. No entanto, é possível diminuir os males causados às cobaias, por meio de tecnologias, testando produtos, de forma prévia, em cultivos de células e tecidos vivos.

Primariamente, sempre que se produz um novo medicamento, é importante descobrir os efeitos colaterais que ele pode gerar no organismo em que for aplicado, o que só pode ser feito de forma eficaz quando testado na prática. Na série televisiva Dr. House, vemos um exemplo de efeito colateral causado no protagonista do programa ao, voluntariamente, fazer parte de uma pesquisa de um novo remédio descrito como capaz de recuperar musculatura atrofiada, e desenvolve tumores devido ao seu uso. Nesse sentido, observa-se a importância de ainda realizar testes em cobaias antes de serem feito em seres humanos, a fim de não por a vida de nenhum paciente em risco.

Porém, não se pode ignorar o sofrimento animal nos casos em que esse tipo de pesquisa é feita, sendo necessário tomar mais medidas de precaução, como aplicar, primeiramente, as substâncias em cultivos celulares, a fim de diminuir os riscos de danos. Desse modo, podem ser usadas as famosas células de origem humana “Hela”, usadas desde os anos 50 para pesquisas devido ao seu alto potencial de multiplicação e diferenciação, possibilitando investigar o efeito de qualquer medicamento em microorganismos e tecidos corporais. Assim, é possível identificar previamente alguns riscos e corrigí-los antes de expor as cobaias vivas ao produto.

Portanto, a fim de garantir a segurança da saúde da população brasileira e, também, de diminuir os riscos dos experimentos nos animais, urge que o Governo Federal crie leis que conciliem os dois objetivos, por meio da obrigatoriedade de uso de tecnologias, como a testagem prévia em cultivos de células humanas e da espécie a ser utilizada na aplicação prática. Além disso, ele pode estabelecer uma diminuição progressiva desse tipo de pesquisa, ao longo que novas formas de testagem se desenvolvem, a fim de substituir as cobaias, dando suporte financeiro às empresas que queiram aprimorar suas técnicas. Dessa forma, é possível manter o padrão de medicamentos oferecidos, que ainda serão testados, no entanto, causando menos danos aos bichos.