Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 04/04/2022

A testagem em animais é uma prática que vem sendo cada vez mais debatida, com o seu abandono ou uso de métodos alternativos se tornando mais presentes. No Brasil, o questionamento e abolição dessa atividade deve ser feito, com a situação atual requerendo combate. Sobre o tema, os dilemas éticos e morais, além do uso de má fé da biologia já foram discutidos indiretamente.

Sobretudo, vale ressaltar que a hierarquização do homem sob o ecossistema é uma falácia. Nessa perspectiva, o pesquisador Charles Darwin apresentou em “A Origem das Espécies” que cada ser existente está vivo pois foi e é selecionado pelo meio constantemente. Nesse sentido, a falsa presunção da superioridade biológica dos seres humanos sob os animais é descontruída, pois o grau de evolução atual é uniforme e equânime, já que todas as populações compartilham do mesmo ecossistema global. Assim, não se justifica a testagem em animais, pois esse ato é contrário a natureza das coisas, que põe todas as espécies no mesmo patamar, caracterizando-se como má fé e estupidez usar a biologia para justificar esse ato.

Além disso, é válido pensar que, se o uso de humanos nessa testagem é antiético, o uso dos demais seres vivos também é. Sobre isso, Immanuel Kant, filósofo prusso, conceituou o imperativo categórico, que é enuncia que só deve-se fazer uma ação quando ela pode ser aplicada universalmente em todos os seres. Analogamente, testar um fármaco que tenha efeitos desconhecidos em aniamis é tão antiético quanto em seres humanos, pois o uso desse fármaco pode levar à óbito. Por isso, a testagem em animais se configura como uma atitude imoral e antiética, uma vez que o exercício de sua ação não pode ser feita universalmente.

Diante dos fatos, ficam explícitos os dilemas acerca da testagem em animais. Logo, caberá ao Poder Executivo, sob manifestação do Ministério da Educação e Cultura, financiar projetos de pesquisa alternativos. Isso pode ser feito por meio de adição de, por exemplo, 30% do valor da bolsa de pesquisa sobre ela mesma, sendo esses 30% financiados pelo MEC, a fim de incitar a produção intelectual de modelos inéditos a testagem de cosméticos, farmácos e afins. Dessa forma, desenvolveremos uma sociedade amplamente pautada nos preceitos biológicos e filosóficos corretos.