Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 14/10/2022

Os experimentos científicos em animais se intensificaram na Segunda Guerra Mundial, na qual países como a Rússia testavam armas químicas em ratos em prol do poder bélico. No contexto hodierno brasileiro, o errôneo manejo de análise dos animais vem crescendo, o que configura, de certa forma, o aumento da crueldade. Dessa forma, entende-se a inércia estatal para fiscalização dos testes, bem como a desatualizada engenharia genética, apresentam-se como entraves para a temática.

Apriori, é consentâneo discutir a precariedade da administração pública sob a perspectiva de Abraham Lincoln. A célebre personalidade política americana disse, através do discurso de gettysburg, que a política é serva do povo e não o contrário. À luz dessa lógica, é perceptível que o governo não pratica a idônea fiscalização dos experimentos em animais e, além disso, não sintetiza o correto modo de estudar os quadrúpedes, garantindo, assim, imbróglios no que tange ao tratamento dessas vítimas. Um exemplo da maldade pela defasagem governamental é o caso da ovelha Dolly que, através da técnica de transgenia, foi duplicada, sendo que seu clone desenvolveu problemas cardíacos e envelhecimento precoce.

Ademais, a precária tecnologia de engenharia genética no Brasil é um dos agravantes do assunto. Consoante ao magnata e inventor americano Steve Jobs, a tecnologia move o mundo. Sob o olhar do criador da Apple, é notório que a área acadêmica da transfecção de genes é lesada a respeito das ferramentas necessárias para alterar o genoma, visto que os governantes cortam as verbas das pesquisas científicas das universidades federais, como noticiado a retenção de investimentos na área educacional pelo jornal “G1.Globo” em 2019. Desse modo, o país se encontra, infelizmente, dependente de inovações estrangeiras para o manuseio do DNA, uma vez que os cérebros da nação não são estimulados.

É evidente, portanto, a necessidade de medidas paliativas para apaziguar os experimentos científicos. Destarte, o Ministério da Saúde, órgão federal que administra a saúde pública, deve, por meio de investimentos estatais, fiscalizar os testes físicos nos animais e, além disso, promover estudos para o aprimoramento da técnica do DNA recombinante. Logo, essa ação terá o fito de erradicar os maus-tratos nos ratos. Assim, o ideal de Abraham Lincoln será, de fato, realidade no país.