Experimentos científicos em debate no Brasil

Enviada em 10/11/2022

No limiar do século 300 a.C., segundo pesquisadores da Universidade de Yale, o filósofo Aristóteles apresentava o costume de utilizar animais vivos em seus experimentos, uma forma de realizar um teste antes de produzir o exame em si mesmo ou em outros seres humanos, com fim de não se prejudicado de alguma forma, hábito esse que fortemente persiste até a atualidade. Porém, com o avanço da tecnologia surgem outras alternativas, tornando desnecessário a utilização de outros seres em testes e, consequentemente, faz uma dúvida surgir: “se há outras alternativas, por que não utilizá-las?”.

Nesse contexto, parafraseando Platão, do qual discorre a respeito da racionalidade do homem, como sendo essa a única forma de levar ao mundo das ideias, a compreensão e ao mundo perfeito. Assim, o poder da fala e do pensamento, faz com que, segundo ele, o Homo sapiens tanto se apresente, quanto realmente se sente superior à outros animais. Dessa forma, surge a justificativa para o maltrado e uso de animais em testes e como resultado, a animação “Salve o Ralph” é criada, apresentando um coelho de laboratório mostrando seu dia a dia, sendo uma cobaia maltratado de diversas formas, apenas para “salvar” os humanos. Em adição, o curta foi uma tentativa de conscientização da população a respeito da necessidade do uso do “Crelty Free”, produtos feitos sem crueldade animal, ou seja, sem testes em animais.

Ademais, com os avanços tecnologicos atuais, existem alternativas que são apresentadas para substituição dos experimentos em cobaias vivas, como tecidos humanos, estudos voluntários e cultura celular, segundo o Scientific American. Todavia, através do artigo do site Talk Science, é possível conhecer uma parte da população que acredita na suposição de que ao utilizar outros métodos, a saúde humana seria afetada de alguma forma. Tal “medo” surge da falta de confiança no produto, porém, médicos e cientistas da revista Einstein, afirmam que produtos crelty free possuem extrema qualidade, além de colaborar para a diminuição dos maus-tratos às cobaias em casos científicos.

Em suma, a continuidade de experimentos científicos em animais apresentam um retrocesso, visto que existem diversas inovações tecnológicas que substituem esse preceito. Portando, com finalidade de abrandar a crueldade animal no âmbito científico, torna necessário que o Poder Judiciário sancione uma lei em que o crelty free seja obrigatório em todas as empresas de território nacional. Além disso, torna requisito manter a supervisão desses locais a partir da vigilancia sanitária, garantindo o cumprimento da lei.