Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 30/06/2026
No filme “Um Olhar do Paraíso”, uma adolescente é vítima de violência sexual e assassinada, evidenciando a vulnerabilidade feminina diante da violência de gênero. De maneira análoga, no Brasil, muitas mulheres enfrentam essa realidade, em que casos como esse continuam ocorrendo com frequência. Nesse contexto, tal problemática é agravada pela naturalização da violência contra a mulher e da negligência do Estado para a proteção das vítimas.
Nesse sentido, é essencial discutir como a naturalização da violência contra a mulher agrava o problema. Segundo o psicólogo Albert Bandura, as pessoas aprendem observando e imitando comportamentos. Sob essa perspectiva, quando crianças crescem em ambientes machistas e agressivos, podem reproduzir os mesmos comportamentos em seus relacionamentos. Por exemplo, atitudes como controlar as roupas e amizades da parceira são muitas vezes vistas como forma de cuidado ou ciúmes, no entanto, representam formas de violência psicológica. Como consequência, perpetua-se a normalização da violência contra a mulher, em alguns casos, culminando no feminicídio.
Além disso, é fundamental destacar como a negligência do Estado para a proteção da mulher também dificulta o combate contra o femicídio. A lei Maria da Penha, foi criada com o propósito de garantir a segurança da mulher no Brasil, entretanto, sua aplicação nem sempre é efetiva. Por exemplo, muitas mulheres denunciam ameaças, perseguições e agressões, mas nem sempre recebem medidas de proteção eficazes. Como consequência, a ausência de uma atuação preventiva favorece a continuidade da violência e do feminícidio.
Portanto, cabe ao Ministério das Mulheres, em parceria com as mídias digitais e as escolas, promover campanhas educativas sobre o feminicídio e fortalecer as políticas públicas de proteção às mulheres. Essa medida deverá ocorrer por meio de palestras, ações de conscientização e da divulgação de informações sobre os sinais da violência e os canais de denúncia, conduzidas por psicólogos e especialistas em violência de gênero. Dessa forma, será possível conscientizar a população, garantir maior segurança às mulheres e reduzir os casos de feminicídio no Brasil.