Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 12/09/2022
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do feminicídio na terra canarinha contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, mulheres são vítimas constantes de violência. Nesse contexto, a inabilidade do Estado, além da pouca discussão sobre o tema são os principais obstáculos a serem enfrentados.
Nessa perspectiva, a inércia estatal inviabiliza o combate aos homicídios de mulheres no país. Sob esse viés, o filósofo John Locke desenvolveu o conceito de “Contrato Social”, a partir do qual os indivíduos deveriam confiar no Estado, que, por sua vez garantiria direitos inalienáveis à população. Todavia, a ausência de medidas para conter a violência contra as vítimas evidencia que o Poder Público brasileiro se mostra incapaz de cumprir o contrato de Locke, na medida em que o número de mulheres assasinadas por questões de gênero só cresce no país -cerca de 1500, consoante o G1- o que representa um grave problema. Desse modo, enquanto a omissão estatal se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis mazelas para as mulheres: o medo da violência.
Outrossim, a ausência de debate ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Nesse sentido, o filósofo Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Entretanto, nota-se que praticamente não há iniciativas por parte da mídia nem do poder público em colocar essa discussão nos meios de comunicação,pois, apesar da relevância do tópico, infelizmente, é pequeno o interesse do corpo social nessas mulheres. Logo, conforme o UOL, o Brasil é o 5° país que tem mais mortes violentas de seres do sexo feminino. Desse modo, pela escassez de argumentação e diálogo, poucas medidas efetivas são tomadas para contornar essa lamentável situação.
Destarte, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos deve, por meio da mídia, estimular as denúncias de violência doméstica, pois, estas antecedem o feminicídio. Posto isto, a campanha carece ser veiculada em horário nobre para atingir o maior número de mulheres possível. Por fim, a ação tem a finalidade de extinguir o homícidio feminino no país. Ademais, a mídia precisa estimular o debate sobre a violência, influenciando a opinião pública.