Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 13/09/2022

Apesar da Constituição Federal de 1988 assegurar o direito à segurança como inerente a todo cidadão brasileiro, nota-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia devido ao feminicídio - assassinato de mulheres em situações discriminatórias. Isso ocorre por causa da má influência midiática e da falta de investimento no setor da proteção.

Inicialmente, é correto afirmar que a mídia é uma das maiores causadoras dos crimes contra o gênero feminino. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado como instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, os veículos midiáticos, ao não trazerem informações contundentes sobre os casos de feminicídio, consolidam a questão por não discuti-la. Logo, torna-se evidente que o problema está sendo alavancado pelo que deveria ser sua resolução.

Além disso, a ausência de aplicação de recursos financeiros na segurança faz com que os crimes contra as mulheres continuem perpetuando no atual cenário brasileiro. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento em setores públicos e privados no país está no seu menor nível do último meio século. No entanto, para agir sobre o problema do feminicídio, é necessário investir massivamente em segurança, o que não está ocorrendo no Brasil, impulsionando o problema.

Portanto, ações para que esse quadro seja revertido são necessárias. Desse modo, cabe à mídia - objeto de ampla abrangência - promover debates por meio das redes sociais, com a ajuda de especialista e a participação da comunidade sobre os assassinatos discriminatórios das mulheres. Tais debates teriam por objetivo extinguir o feminicídio no país. Dessa forma, será possível contruir uma sociedade mais fiel aos direitos da Constituição.