Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 14/09/2022
A Constituição Federal de 1988, atráves do primeiro inciso do Artigo 5°, visa garantir a plena igualdade entre homens e mulheres. Todavia, não é isso o que ocorre, uma vez que os casos de homicídios de mulheres simplismente por ser mulheres continuam altos em todo o território nacional. Desse modo, cabe debater como o machismo estrutural e a ausência de propagandas por parte da mídia contribuem para a permanência dessa mazela crônica.
De início, deve-se destacar que a concepção da mulher como sendo apenas mais uma das posses do homem não é algo recente. Segundo uma pesquisa realizada pelo portal de notícias G1, em uma pesquisa anônima, foi revelado que um a cada cinco entrevistados acreditam que muitos casos de feminicídio são causados por conta de comportamentos femininos que instigam tais atos. Ademais. a permanência dessa mentalidade em pleno século XXI, mostra como essas atitudes homicidas são acobertadas por meio de uma cultura que prega a submissão feminina como única forma de evitar a violência conjugal. Dessarte, fica notório que enquanto essa concepção permanecer, mulheres morrerão.
Outrossim, vale ressaltar que a mídia possui um papel fundamental quando se trata de moldar a concepção das massas. De acordo com sociológo Theodor Adorno, as empresas de comunicação detém a capacidade de influenciar na opinião pública e fazer com determinidas atitudes sejam tomada por meio de táticas e mais táticas de persuasão. Assim, ao não usarem seu poder para combater a mentalidade machista, as instituições midiáticas, mesmo que de forma indireta, fovorecem para que ideais que promovem o faminicidio permaneçam.
Portanto, para que essa problemática seja superada, medidas precisam ser tomadas. Para tanto, o Ministério da Família, em parceria com a mídia, deve criar medidas que combatam o feminicídio desde as suas raizes. Isso pode ser feito por meio da destinação de verba pública para a criação de campanhas que orientem a população sobre os malefícios do machismo, além de instruir vítimas e famílias de pessoas que sofreram alguma descriminação por gênero a como denunciarem os seus agressores. Somente assim, a Constituição Cidadã será respeitada e as vidas de mulheres inocentes serão salvas pelo conhecimento e pela igualdade.