Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 21/09/2022

Segundo o Artigo 6 da constituição brasileira, a segurança é um direito social de todos os cidadãos. Apesar disso, o crescente número nos csos de feminicídio em território brasileiro é prova de que nem todos são assegurados por essa lei. Isso ocorre não só por questões socioculturais, como também pela precáriedade educacional. Diante dessa temática, é preciso buscar caminhos que revertam esse cenário.

Em primeiro lugar, vale pontuar que o assasinato de mulheres tem como causa principal a sociedade brasileira que é pautada em uma cultura arcaíca e machista. Como prova, segundo a história, na Grécia antiga era comum que a mulher fosse vista como objeto, trocadas por dotes e obrigadas a se submeter ao conjuge. nesse contexto, se a mulher não fosse capaz de alcançar as espectativas do homem, ela poderia ser punida. Sob essa ótica, percebe-se que, apesar do tempo ter passado, ainda é possível perceber traços da sociedade grega na atualidade, pois a mulher é tratada com a mesma banalidade que se trata um objeto, e é descartada quando não agrada seu parceiro.

Em segundo lugar, constata-se que o feminicídio não é um tema muito abordado em escolas. Na década de 1990, a título de exemplo, houve um grande estímulo governamental para o ensinamento em colégios sobre os malefícios do cigarro e, como consequência, houve uma queda no percentual de fumantes com o passar do tempo. Nessa perspectiva, como a temática não é devidademnte abordada em escolas, a maioria da população permanece alienada a elementos socioculturais antigos e brutais, o que dificulta uma trasformação social efetiva.

Em suma, para que as mortes de mulheres por assassinato sejam extintas do território brasileiro é necessário que o governo - mais especificamente o Ministério da Educação - eduque a população, por meio da inclusão de temas sobre o feminicídio na base nacional comum curricular, com o objetivo de assegurar a segurança, que é direito de todos, para as mulheres da nação brasileira.