Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 20/09/2022

Em 1889, o filósofo Raimundo Teixeira Mendes adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a bandeira nacional brasileira, mas também do país que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento, como o aumento nos índices de feminicídio e a vilência contra a mulher. Nessa perspectiva, tal panorama ainda vigente decorre de uma vasta negligência governamental agregada a uma significativa omissão escolar e familiar.

Diante desse cenário, é fulcral ressaltar o descaso por parte dos órgãos superiores em promulgar leis mais firmes que disponibilizem à mulher mais segurança e confiança ao denunciar. Sob esse viés, a série Greys Anatomy retrata em um de seus episódios a história da personagem Jo Wilson que necessita mudar seu nome social e sua cidade para fugir de seu ex namorado que a agredia constantemente até quase levá-la a óbito. Desse modo, é apresentado questões vivenciadas por diversas mulheres no Brasil, como foi analisado pelo site G1, em 2020, o aumento dos índices sendo 40% maior do que nos últimos cinco anos.

Ademais, salienta-se a omissão escolar e familiar em tratar esse assunto com as pessoas desde a idade infantil. Seguindo essa análise, salienta-se a concepção do sociólogo Émile Durkheim, o qual afirma que a escola e a criação nas casas são fundamentais para a formação das opiniões e a plena conscientização do indivíduo. Assim, é de extrema importância que sejam ensinados nesses locais hábitos empáticos, principalmente para a parcela masculina da população que adquire uma visão machista e misógina de que são superiores e mais fortes do que as mulheres. Como também, que se reprima qualquer ato de violência e assédio.

Portanto, é de indubitável importância que o governo federal, na condição de garantidor dos direitos individuais, promova políticas públicas eficientes para sanar essa problemática. Para tanto, é primordial a implementação de leis que assegurem a liberdade e segurança do sexo feminino por meio do aumento do número de policiais nas ruas e da punição severa dos agressores. Bem como, que haja a liberação de verbas para a maior conscientização pública mediante a aulas e conversas sobre a diversidade de gênero. Logo, será possível almejar a dimuição das taxas desse óbice, o bem-estar social e o cumprimento da adaptação de 1889.