Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 25/09/2022

A série da Netflix, “Bom dia, Verônica”, expõe a dura realidade das mulheres que sofrem feminicídio e como estes casos permanecem sem solução. Embora a série seja ficção, é válido afirmar que as taxas de feminicídio crescem cada vez mais no Brasil e se tornam vergonhosas ao país. De forma geral, a alta estatística de feminicídio continua no Brasil pelo legado histórico e pela falha no sistema educacional brasileiro.

Antes de tudo, é correto afirmar que a cultura machista enraizada no Brasil é sim um fator que impulsiona a problemática em questão. Segundo o filósofo Francis Bacon, o comportamento humano é contagioso e se enraíza mais a medida que é reproduzido. Dessa forma, é correto dizer que a cultura de atribuir um papel inferior ao homem e que esta deve ser submetida à tramentos violentos foi disseminada pelas gerações, haja vista que, conforme uma criança ou adolescente vê tal comportamento na figura paterna, tende a repetir tal ato no futuro. Logo, as altas taxas de feminicídio são produto direto do comportamento machista enraizado na história do Brasil.

Além disso, vale ressaltar que a falha no sistema escolar brasileiro impacta grandemente os elevados casos de feminicídios no Estado brasileiro. Segundo o educador e pedagogo, Paulo Freire, a escola tem de ser um ambiente de aprendizado crítico, o qual faça os alunos pensarem e agirem a determinados problemas da sociedade. Porém, muitas das escolas brasileiras não oferecem esse tipo de ensino, o que provoca uma certa imaturidade nos alunos e ignorância sobre o pensamento crítico em prática. Dessa maneira, essa lacuna na educação brasileira piora cada vez mais a situação do feminicídio no Brasil.

Portanto, são necessárias medidas para que esse problema seja mitigado no Estado brasileiro. Para tanto, é necessário que o Ministério da Cultura elabore campanhas educacionais, por meio da internet, com o intuito de minimizar o comportamento machista no Brasil. Em paralelo, o Ministério da Educação deve fazer palestras nas escolas públicas, com o objetivo de formar uma base crítica nos alunos e fazer com que eles pensem e elaborem resoluções para o feminicídio. Para que, assim, a série “Bom dia, Verônica”, não se torne uma realidade no Brasil.