Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 26/09/2022
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma civilização perfeita e idealizada na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, no entanto, diverge substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que o feminicídio ainda é um problema persistente no Brasil, de modo a dificultar a solidificação dos planos de More. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da inoperância estatal ,mas também da ausência de divulgações sobre o assunto.
A partir disso, cabe pautar a falha do Governo da efetivação das diretrizes como principal causa para o revés. Sob a perspectiva do filósofo contratualista Jonh Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos e proporcionar relações harmônicas. Entretanto, é notório um rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que, devido à baixa atuação das autoridades, na punição dos agressores e a falta de discussão sobre o tema contribuem para a permanência de casos desse crime hediondo. Destarte, fica evidente a ineficiência da máquina administrativa na resolução dessa conjuntura caótica.
Além disso, a carência de aproximação pessoal apresenta-se como outro desafio da problemática. De acordo com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, as relações se liquefizeram no mundo globalizado, o que resultou na redução dos laços afetivos das comunidades. Tal conceito é materializado no Brasil, uma vez que o descaso do agressor com esse problema resulta em um grande impacto nas vítimas causando traumas e o aumento no números de mortes por feminicídio no país. Dessa maneira, sem a empatia necessária esse crime se solidifica e se perpetua.
Portanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Justiça, devem elaborar leis mais eficientes e rígidas, com finalidade de coibir e punir os agressores. Além disso, a criação de organizações não governamentais por meio de redes comunicativas, com a finalidade de ajudar psicologicamente quanto judicialmente as vítimas desses crimes. Dessa forma, poder-se-á concretizar a “Utopia” de More na sociedade brasileira.