Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 04/10/2022
Desde o período da Antiga Grécia, as mulheres tinham por função as atividades domésticas e familiares, ideais os quais foram abruptamente difundidos pelo mundo através da cultura helenística. Paralelo a isso, nos dias hodiernos se evidencia, no Brasil, a perpetuação e o enraizamento desse tipo de prática patriarcal, o qual culturalmente esta inserido na mentalidade da maioria dos indivíduos. Com base nisso, observa-se que a construação de uma sociedade patriarcalista e a misogenia são fatores que contribuem decisivamente para a violência contra a mulher.
A priori, enfatiza-se que assim como as mulheres da Antiga Grécia, as brasileiras sofriam com a inexistência da cidadania, benefício esse, que dentre outros, foi adquirido ao longo dos anos. Entretanto, apesar de conquistar diversos direitos civis e políticos ao longo dos anos, ainda há a permanência e a perpetuação cultural de estereótipos, que favorecem a imposição social do “ser mulher”. Nesse aspecto, destaca-se o feminicídio, ato que pode ser gerado a partir do preconceito de gênero, em que o autor do crime, geralmente, possui um relacionamento amoroso com a vítima e desperta intolerância por suas ações e intenso sentimento de posse. Ademais, nesses casos, há a possibilidade de ocorrência de atitudes violentas prévias, as quais variam de psicológica à física.
Soma-se a isso, a misoginia, que é o ato de odiar ou ter averssão às mulheres, o qual auxilia no processo de submissão feminina diante do cenário patriarcal. Pois, propicia a imposição de posições sociais secundárias dessas e renegam seus direitos ou a obtenção de papéis de destaque no âmbito social e trabalhista. Nesse viés, essa prática formenta o aumento nos casos de feminicídio no Brasil, em que se há o desprezo e o desinteresse pela consolidação das liberdades femininas adquiridas, além da discriminação à condição da mulher.
Portanto, evidencia-se que o descaso formentado, culturalmente, contra o gênero feminino é uma ação que interfere intensamente no feminicídio. Fazendo-se necessário, que o Ministério da Educação promova campanhas educativas, que valorizem a mulher e passem uma visão igualitária para os jovens, as quais devem ser expostas em escolas. Esperando-se que as novas gerações sejam renovadoras.