Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 04/10/2022

Jean-Paul, estudioso francês, diz que a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nessa lógica, torna-se claro compreender os prejuízos que o feminicídio no território brasileiro pode trazer. A partir disso, deve-se entender que a recorrente presença da banalização nas famílias e a ocorrência de problemas psicológicos se torna preocupante.

Em primeira análise, é evidente como o eixo familiar é um dos principais pilares responsáveis na formação de um indivíduo. Nessa perspectiva, segundo Hannah Harendt, filósofa alemã, a banalização do mal é o mal praticado de forma banal, sem que a pessoa perceba que esteja fazendo algo de ruim para o outro. Sob esse viés, fica claro que o cidadão poderá crescer com uma visão de que maltratar uma mulher seja o ‘‘correto’’, justamente por ter sido influenciado a pensar dessa maneira durante o seu crescimento. Desse modo, percebe-se por qual meio alguns cidadãos começam a agir de maneiras preconceituosas.

Além disso, é perceptível como algumas pessoas do sexo feminino demonstram receios por conta do indíce de feminicídio nacional, trazendo o medo e podendo surgir problemas psicológicos. Nesse sentido, segundo Eleanor, psicóloga inglesa, cita ‘‘a questão relevante na psiquiatria não deve ser o que há de errado com você, mas sim o que aconteceu com você’’. Sob essa perspectiva, torna-se claro como pode pesar mentalmente uma cidadã tupiniquim que presencia ou que pesquisa a respeito do feminicídio. Dessa forma, fica evidente como às vítimas podem sofrer tanto diretamente quanto indiretamente.

Portanto, o ato de banalizar e a presença de consequências psicológicas, deve ser resolvido. Logo, para haver melhorias, cabe ao Ministério da Educação(MEC), como responsável por elaborar e executar a política nacional de educação, em parceria com o governo federal, por meio de verbas governamentais, abordar temas nas escolas sobre o feminícidio, tendo os alunos do sexo masculino como o foco primário, e disponibilizando psicólogos para tratar aqueles que possuem influência a cometer atos preconceituosos em seu local de moradia, com o intuito de trazer um desenvolvimento saudável para o cidadão tupiniquim. Somente assim, espera-se haver uma diminuição na violência como dito por Jean-Paul.