Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 04/10/2022
“O cidadão invisível " trata da desvalorização de alguns indivíduos na sociedade brasileira. A crítica de Dimenstein é verificada quando se trata do feminicídio no território brasileiro, pois esses crimes são aplicados sobre as mulheres brasilienses.
Nesse sentido, observa-se um delicado problema, cuja as causas são: o silenciamento e a ineficiência governamental.
Dessa forma, em primeira análise, o silenciamento é um desafio presente no problema. Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento da sociedade instaurado na questão do feminicídio, visto que, a raiz dessa violência, não está no debate público. Pode-se dizer, então, que a sociedade misógina omite os dados sobre as milhares de mortes de mulheres todos os anos. Assim, urge tirar essa situação do escuro para atuar sobre ela, como defende a pensadora.
Ademais, a ineficiência governamental intensifica a gravidade da problemática. Para Thomas Hobbes, o Estado é responável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Porém, tal responsabilidade não está sendo honrada quanto à violência extrema sobre as mulheres do território brasileiro, visto que existem, de fato, leis que protegem as mulheres de violencia ,mas que não são eficazes, levando em conta o crescimento dos dados do feminicídio, anualmente, no Brasil. Logo, para que tal bem-estar seja usufruido, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.
Portanto, medidas são necessárias para frear esse impasse. Para isso, o Poder Público deve criar políticas públicas, por meio do investimentos em ONG’s de apoio à mulheres que estão em situações de vulnerabilidade doméstica, para aumentar os canais de denúncia. Tal ação pode, ainda, contar com a mídia para disseminar informações e conscientizar sobre a impôrtancia de denunciar mulheres em situações que ofereçam perigo, esta ação pode ser presente em campanhas nacionais. Dessa forma, será possível tornar os preceitos da Declaração Universal dos Direitos Humanos uma realidade mais próxima.