Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 07/10/2022

O conceito de entropia, na Física, mensura o grau de desordem no Sistema Termodinâmico. Entretanto, no que se trata do feminicídio, percebe-se a configuração de um problema entrópico em virtude do caos presente na questão. Com isso, a questão permanece intrínseca á realidade brasileira seja pelo legado histórico, seja pela lenta mudança na mentalidade social.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho na providência de uma melhoria, o histórico machista da sociedade brasileira. A antropóloga Lilia Schwarcz, defende que “há a prática de uma política de eufemismos no Brasil, ou seja, determinados problemas devem ser suavizados e não recebem a visibilidade necessária”. Nesse sentido, vemos que existe uma lacuna no que se refere aos debates sobre o machismo estrutural e como o mesmo auxilia na continuidade do feminicídio no território brasileiro.

Em segunda análise, a lenta mudança na mentalidade social apresenta-se como outro fator que influencia na consolidação do homicídio feminino no Brasil. Conforme o filósofo Schopenhauer, “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo”. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não se educam sobre o feminicídio no território brasileiro, dificulta a erradicação do problema e sua própria evolução social.

Torna-se imperativo então, desenvolver medidas que ajam sobre o problema. Como solução é preciso que o Ministério da Educação juntamente com as escolas, ofereçam conversas e debates sobre o assunto, para que estimulem os jovens a atuarem na mudança da sociedade. Afim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao feminicídio no território brasileiro e seus maleficíos.