Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 14/10/2022
O filme “Noiva Cadáver”, nos apresenta a personagem Emily, uma moça que foi morta pelo seu ex-noivo, e a sua luta por paz e justiça. Para além da ficção, o filme mostra a realidade de muitas brasileiras, as quais vivem com o medo de morrerem por causa do feminicídio. Para a reversão deste quadro, faz-se necessário analisar as suas causas, tais como: a sociedade patriarcal e o silenciamento das vítimas.
De início, é importante destacar o patriarcalismo como um dos potencializadores do feminicídio. Sob essa ótica, segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira de agir imposta aos indíviduos que moldará o jeito de pensar de uma sociedade. Neste sentido, é evidente que durante muitos anos a mulher foi vista como uma propriedade frágil e inferior ao homem, a qual deveria ser “submissa” a ele. Ainda que as mulheres tenham ganhado cada vez mais espaço na sociedade atual, infelizmente, parte desse pensamento patriarcal ainda persiste na vida contemporânea, assim permitindo que as mulheres continuam sendo violentadas. Logo, medidas são necessárias para mudar essa realidade.
Além disso, é necessário ressaltar que a cultura de silenciamento da vítima impede que esse problema seja resolvido. Nesta perspectiva, conforme dados divulgados pelo site “G1” cerca de 95% das mulheres já sofreram algum tipo de violência, porém apenas 5% denunciaram o seu agressor. Com isso, fica claro que o silêncio das vítimas ajuda na impunidade de seus agressores. Isso acontece, principalmente pelo sentimento de medo, já que a maioria dessas agressões acontecem em ambientes cotidianos e por pessoas que apresentam um poder sobre as vítimas. Por isso, é precisa mudar esse cenário aterrorizante.
Portanto, é indiscutível que para o enfrentamento do feminicídio no território brasileiro, cabe ao Governo Federal criar campnhas publicitárias de apoio e incentivo às denúncias, a fim de conseguir uma maior segurança para as mulheres. Ademias, cabe ao Ministério da Educação promover debates e aulas de conscientização sobre a mulher e seus direitos. Isso deve ocorrer por meio de palestras- as quais sejam ministradas por sociólogas e historiadoras- a fim de alterar o olhar machista da sociedade do século XXI. Assim, para que o feminicídio ocorrido com Emily encontre-se apenas na ficção.