Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 15/10/2022

De acordo com o Mapa da violência de 2015 o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres. Nas civilizações passadas, os homens tinham um poder praticamente totalitário sobre suas esposas e filhas, onde suas atividades eram apenas casar e ter filhos. A partir desse contexto, é fundamental entender o que motiva o crescimento da violência sobre as mulheres, bem como o seu maior impacto social.

Em primeiro lugar, deve-se analisar o que causa o crescimento e insistência dessa repulsa sobre o ser feminino. Entendida como o principal fator do feminicídio, a misoginia configura-se como o desprezo e a aversão à mulher. “O conto da aia” obra da autora Margaret Atwood, retrata um Estado que categorizava as mulheres em “aia” que significava pertencer ao governo e existir unicamente para procriar. Paralelamente, a realidade do mundo não é muito diferente, visto que o feminino é inferiorizado e rebaixado por figuras masculinas desde séculos atrás.

Ademais, a persistência dos homens em exercer o poder sobre as mulheres vem de muito antes, onde essas pessoas não tinham o direito nem mesmo à educação, consequentemente, sendo dificultoso lutarem por liberdade. E mesmo após várias conquistas, continuam enfrentando inúmeros desafios na contemporaneidade. Em uma pesquisa feita pelo Datasenado em 2007, foi perguntado para mulheres vítimas de violência o por que continuam em relacionamentos agressivos, com 33% foi respondido à cerca da dependência financeira. Ou seja, no Brasil ainda há uma grande desigualdade de gênero como a inferioridade salarial, pois mesmo sendo a maioria no mercado de trabalho com curso superior, as mulheres ainda recebem menos que os homens, tornando-as dependentes da figura masculina e cada vez mais propícias ao feminicídio.

Portanto, para que haja diminuição do feminicídio no Brasil, é fundamental que o Ministério da educação, orgão encarregado aos assuntos de ensino, junto ao Conselho Nacional dos Direitos Humanos, conscientize a população a cerca da importância ao ensino básico sobre o respeito a todos e a denúncia, por meio de didáticas e campanhas para o conhecimento da lei Maria da Penha.