Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 19/10/2022
Após a Primeira Guerra Mundial, o diretor alemão Erwin Piscator criou o teatro Épico, que tinha como objetivo modificar a sociedade e desperta-lá para uma reflexão crítica. Na contemporaneidade, é relevante recuperar essa postura reflexiva, pois permite a análise do contexto relacionado à necessidade do debate sobre o feminicídio no Brasil. Visto que, a referente problemática persiste atrelada à realidade do país, seja pela violação dos direitos humanos, seja pela ideia de superioridade conferida aos homens historicamente.
Diante desse cenário, vale destacar que a Constituição Federal de 1988 garante direitos igualitários a todos os cidadãos. Entretanto, o que se observa é a inobediência dessas premissas, haja vista que a falta de segurança sentida pelas mulheres faz com estas não exerçam sua plena cidadania. Sendo assim, tais fatores podem contribuir com a formação de uma sociedade cada vez mais insegura. Dessa maneira, a parcela feminina da comunidade se considera desamparada perante seus direitos individuais, o que ocasiona outros problemas, como transtornos psíquicos.
Nesse viés, é imprescindível salientar que a ideia de superioridade do sexo masculino é outro fator que corrobora com a manutenção do problema. Dessa forma, devido a referente valor propagado através dos anos, as mulheres sofrem um impacto emocional negativo por temerem a seguridade de suas vidas. Assim, essa questão é originada do convívio em comunidade fazendo com que indivíduos se distanciem devido à discriminação de gênero. Nessa perspectiva, tal temática deve receber uma atenção especial, pois como afirma o escritor português José Saramago, é preciso solucionar as dificuldades e não apenas enxergá-las.
Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Cidadania, elaborar projetos e políticas públicas que visem explicitar que a parcela feminina da sociedade deve ser respeitada e protegida. Tais ações podem ser concretizadas por meio de redes sociais, promovendo formas de certificar se as mulheres estão seguras. Além disso, deve-se ministrar palestras mostrando que o gênero masculino e feminino são iguais perante seus direitos. Desse modo, solucionar-se-a tais adversidades que atentam contra a dignidade humana.