Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 19/10/2022

Observa-se que muitas discussões têm ocorrido acerca do feminicídio no Brasil. Essa questão, infelizmente, não tem a devida importância, já que existe uma alienação da sociedade e um silenciamento midiático sobre esse viés. Logo, é importante que isso seja resolvido em prol da proteção às mulheres.

Em primeiro lugar, conforme o conceito de “Banalidade do mal”, trazido pela filósofa Hanna Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a irracionalidade e o descaso dos indivíduos em relação à violência contra a mulher, configurando a trivialização da maldade que, para Arendt, ocorre quando há falta de reflexão sobre os males ao redor das pessoas. Nesse viés, a falta de denúncias e de conscientização de como ajudar meninas que são violentadas, por exemplo, ocasiona normalização do feminicídio e impunidade de quem o pratica.

Em segundo lugar, segundo o filósofo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Dessa forma, a mídia, ao invés de promover debates que elevem o nível de conhecimento do povo acerca do feminicídio brasileiro, lamentavelmente, influencia no silenciamento desse tipo de violência, já que- em redes sociais, programas de TV- não há discussões sobre o tema. Ademais, a importância da divulgação do assunto é, também, para encorajar vítimas de violência doméstica a delatar o ocorrido para a polícia e se proteger a tempo de que o pior não aconteça. Caso contrário, consequentemente, muitas mulheres são mortas por não conseguirem denunciar a tempo, por medo e falta de informações.

Portanto, o governo- Ministério da Justiça-, em parceria com as mídias, deve destinar investimentos para desenvolver projetos contra o feminicídio no Brasil. Essa ação deverá ocorrer por meio de campanhas informativas, por exemplo, em redes sociais- Facebook e Instagram- e em emissoras televisivas- documentários e reportagens em programas como o Fantástico. Esse ato terá como finalidade não só reduzir a banalização da violência contra mulher, bem como sensibilizar e incentivar discussões sobre o assunto.