Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 25/10/2022
No anime “Kageki Shoujo”, é mostrado o cotidiano de uma garota, chamada Ai Narata, de 16 anos é abusada sexualmente dentro da própria casa, pelo avó. Durante os episódios, é mostrado a tortura psicológica, física e as ameaças de morte caso conte sobre os frequentes abusos. Dentro da realidade brasileira, segundo uma pesquisa feita pelo Senado Notícias, é estimado que 68% das brasileiras conhecem mulheres que sofreram e sofrem violência doméstica e cerca de 52% não denunciam seus agressores, tomando, principalmente, o medo como seu inimigo. O feminicídio é o motivo mais agravante de mortes de mulheres e o porquê de tirarem a própria vida, elevando a taxa de suicídio devido às constantes agressões. O silêncio por conta dos julgamentos e medo das consequências da denúncia, além de ser um experiência traumatizante de reviver nas memórias.
Em 2022, de acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foram contabilizadas 128 mulheres mortas, apenas no Rio de Janeiro, aproximadamente 60% das vítimas foram atacadas por conta de sua raça e gênero. A pressão e o medo interno de vivenciar novamente a situação leva a vítima ao suicídio. Em 24 de fevereiro de 2020, Alexandra Reid foi encontrada morta em sua casa em Anfield, Liverpool, e, após uma semana de investigações, a polícia descobriu que era continuadamente agredida pelo seu parceiro, Peter Yeung.
As mulheres se calam após sofrer abusos porque é comum os ouvintes do caso tomarem partido do agressor, duvidando do depoimento da vítima. Normalmente, quem está passando por violência doméstica pensa que a culpa é sua, por isso, cala-se sobre os acometimentos. E, por conta das ameaças, a mulher se sente desprotegida e exposta perante o seu agressor.
Diante dos dados estatísticos do feminicídio no Brasil apresentados, é necessário que a Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) faça palestras informativas, principalmente em colégios e universidades, sobre a situação em nosso país, apresentando apoio às mulheres que sofrem com essa realidade, e assim chegando a conscientização de dar voz para pessoas que não possuem e mostrando que não precisam se calar.