Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 19/10/2022
A história é cíclica e ao se olhar o passado percebe-se que o feminicídio de fato sempre existiu, porém só ganha notoriedade de tempos em tempos. A idealização de que o homem é superior a mulher em diversos aspectos, infelizmente foi implantado em nossa sociedade desde o início dos tempos, fazendo a mulher se remeter a uma posição inferior ao homem em todos os aspectos previstos na sociedade, como exemplo diversos povos não consideravam mulheres como cidadãos.
Muitos discordam que mulheres são mortas apenas pelo simples fato de serem mulheres, no entanto dados preliminares das 27 unidades da Federação indicam que 1.319 mulheres foram vítimas do feminicídio no ano de 2021 e, dados mensais entre 2019 e 2021 apontam que houve um aumento nos casos entre fevereiro e maio de 2020, na época de maior continência nas medidas do isolamento social.
Tendo isso em vista, são muitas as adversidades que lutaremos contra para trazer a realidade de um país seguro para o gênero feminino. Para isso, há muito a ser feito, como promover a educação e também a conscientização de toda a população acerca dessa mentalidade machista da atualidade. Também é preciso sempre denunciar a violência contra a mulher toda vez que se é presenciado. Essa ação pode ajudar a prevenir muitas mortes de milhares de vítimas. Devemos sempre lembrar que mulheres também são seres humanos com sentimentos e pensamentos, e que ambos os gêneros precisam ter o mesmo respeito, afinal de acordo com o inciso I do artigo 5 da Constituição Federal, “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, no termo desta Constituição.”
A igualdade deve ser um dever em nosso mundo, afinal, como diz Chimamanda Ngozi, “a pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte, é a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos.” Mulheres não merecem a sina de morrer apenas por serem quem são.