Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 24/10/2022

É evidente que o isolamento social obrigatório em 2020 trouxe um aumento aos números de casos de feminicídio no Brasil. Entretanto, o patriarcado inserido na sociedade Brasileira com a colonização do país, é um grande influenciador sob a maneira na qual a sociedade contemporânea age até os dias atuais, como exemplo desta, mudanças tardias nas leis para a proteção da mulher.

Seguramente, a colonização do Brasil trouxe um sistema patriarcal que se aplica até a atual sociedade, mesmo que em menor intensidade, o problema que vem acompanhando as mulheres Brasileiras desde o século XVI até os dias atuais é ainda bastante presente. O aumento do número de femínicidios durante o isolamento se dá ao maior tempo de convivência da vítima com o agressor o dando mais “oportunidade” de cometer o crime, entretanto é necessário compreender que a vítima não é a culpada e sim a influência patriarcal sobre o homem o fazendo pensar que possui dominância sobre a mulher.

Em adição à linha de pensamento sobre o influente sistema patriarcal no país, não só afeta ao comportamento cotidiano civil mas também ao governamental já que as mudanças na legislação são tardias, tal como a Lei do Feminicídio (13.104) criada em 2015, que prevê o feminicídio como circunstância qualificadora para crime de homicídio. Em outras palavras, situações como esta não recebem a devida atenção do governo.

Em resumo, os geradores da problemática do feminicídio estão claramente enraizados no passado do Brasil. Sendo assim, entre as possíveis soluções para o problema estão: a conscientização sobre a igualdade entre homens e mulheres, maior justiça para as mulher, as colocando em um nível de realmente igualdade na sociedade incluindo o número de mulheres no governo para representarem as mulheres civis que são vítimas de ações como esta todos os dias.