Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 24/10/2022
Segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, três mulheres morrem por dia no Brasil por feminicídio, o que é muito preocupante. Diante disso, destacam-se dois principais fatores a serem observados: a falta de rigor das leis e os danos causados ao psicólogo não apenas das vítimas, mas também de seus familiares. Portanto, é extremamente necessário encontrar caminhos para erradicar essa prática.
É inegável que falhas na execução das leis corroboram a violência contra a mulher, visto que os agressores sabem que provavelmente não serão punidos. Um exemplo disso é o caso de Gabriela Montagnol, uma mulher que foi morta aos vinte anos pelo ex-namorado após meses de brigas e agressões, mesmo já tendo medidas protetivas. As autoridades não interferiram no caso, e tal negligência levou à morte da garota, algo que teria sido evitado com o cumprimento rigoroso das leis.
Outro fator existente é o dano causado ao desenvolvimento de crianças que vivenciam o relacionamento abusivo dos pais ou até mesmo a morte da mãe. Segundo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o feminicídio deixa cerca de duas mil crianças órfãs por ano no Brasil. Consequentemente, a criança desenvolve graves problemas psicológicos com a perda da mãe, sendo redirecionado a um orfanato e ali podendo esperar meses ou até anos sem uma ajuda adequada de um especialista para superar o trauma, podendo assim voltar a se relacionar sendo afetado pelo passado composto pelo feminicídio.
Infere-se, portanto, que providencios devem ser tomadas urgentemente. Logo, o Estado, responsável pela segurança pública da população, deve assegurar o cumprimento rígido das leis que protegem as mulheres, por meio do aumento da rigorosidade das punições aplicadas aos agressores, a fim de reduzir os índices do feminicídio. Além disso, devem ser implementados em orfanatos que apresentam crianças vítimas da perda da mãe, psicólogos e acompanhamentos do desenvolvimento dessas crianças, sendo de suma importância a continuação deste tratamento mesmo após a adoção. Desta forma, casos como de Gabriela e de muitas outras mulheres se diminuirão.