Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 24/10/2022

Em 2017 a rede globo exibiu a telenovela " O Outro Lado do Paraiso", na qual a protagonista, Laura Tavarez, sofre constantes agressões físicas por parte de seu companheiro. Tal fato ilustra a realidade de uma grande parcela de mulheres no Brasil, vúlneráveis diariamente à violência física e ao feminicídio dentro de seus próprios lares. Em 2020, a pandemia do covid-19 contribuiu ainda mais para o aumento da insegurança doméstica dessas mulheres devido à medida de isolamento social. Nesse sentido, cabe uma análise dos fatores que envolvem

a violência doméstica precedida do feminicídio.

Precipuamente é fulcral pontuar a exposição das vítimas dentro de seus próprios lares. Segundo o Anuário de Segurança Pública 65,5% dos casos de feminicídio são realizados dentro da residência da mulher, o que revela a intrínseca ligação com o fato de mais de 80% dos assassinatos serem cometidos pelo companheiro ou ex companheiro da vítima, de acordo com a mesma fonte. Sendo assim, a complexidade na resolução desses casos é muito maior, pois a mulher está em constante observação, além do mais, muitas não possuem outro lugar para se abrigar ou sofrem constantes ameaças caso tentem um afastamento. Logo é indubitável a urgência na difusão do atendimento online a essas vítimas.

Ademais, é imperativo ressaltar o aumento da vulnerabilidade ao feminicídio das vítimas de violência durante a pandemia. Apesar da diminuição de 1,7% do feminicídio no Brasil em 2021, os dados do Anuário de Segurança Pública mostram o crescimento em outros tipos de violência contra mulheres, a exemplo, a lesão corporal. Partindo desse pressuposto, o isolamento social fez com que a violência doméstica, a qual está diretamente ligada ao feminicídio, aumentasse significativamente nos últimos anos.

Portanto, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço desta problemática . Para tal necessita-se que o Governo Federal juntamente à Mídia, grande difusora de informação, promovam a denúncia online, por meio da criação de aplicativos e do aumento na eficiência e difusão do atendimento online, bem como suporte por meio do apoio psicológico e da criação de abrigos, a fim de alcançar as vítimas dentro de suas casas e assim previnir o feminicídio.