Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 25/10/2022
Na literatura de Mário Cortella, é contemplada a ideia de que a corcordância faz com que permaneçamos estacionados e a discordância faz com que cresçamos. Todavia, ao relacionar tal raciocínio em nosso contexto, nota-se a falta desse reconhecimento. Isso porque, há falta de leis que funcionem de forma correta e a ausência de preparos com a vítima.
Em primeira análise, cabe expor que sem o suporte de leis rígidas, os indíviduos acabam desistindo de dar queixa e de ir atrás dos seus direitos. De acordo com o filósofo polonês Zygmunt Bauman:“não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Partindo desse pressuposto, percebe-se que as reações humanas, diante o Feminicídio no território brasileiro, são formadas em passividade e negligência, porque não há uma atuação assertiva, nem o fomento de mecanismos que possam mitigar a falta desse amparo. Desse modo, essas tribulações permanecem em evidência e, pior, atrapalhando a execução do pensamento de Cortela.
Ademais, Feminicídio no território brasileiro, tem como consequência a falta de preparos com a vítima. No entanto, este é o principal problema: fazem a denúncia, não recebem o suporte necessário e acaba acontecendo o pior, levando a morte das vítimas. Sob o mesmo ponto de vista, na maioria das vezes a vítima não tem condições financeiras para que lhe ajudem a sair desse ambiente deplorável de humilhação constante. O número de casos só aumentam e o assasino muita das vezes não é condenado por falhas em nossas leis, o sujeito não é capaz de discordar e questionar o ambiente que vive. Nessa perspectiva, conforme o ativista indiano Mahatma Gandhi, é crucial que o cidadão faça da própria vida um reflexo da sociedade que deseja.
É essencial, portanto, atentuar o impasse. O governo com todo seu suporte deve exigir melhorias nas leis, para que possam ter resultados assertivos. Abrir ONGS que possam está ajudando vítimas, é uma boa colocação. Dessa forma, pode-se obter resultados elevantes e diminuição na taxa de mortalidades de mulheres em nosso país. Como também, priorizando o cuidado com aquelas que sofrem agressão que não levam ao falecimento.