Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 24/10/2022
Apesar do avanço dos direitos femininos, observa-se que o feminicídio ainda vem aumentando e, logo, muitas discussões têm ocorrido acerca dele no Brasil. Is-so acontece devido ao individualismo e à negligência governamental, fatos que cul-minam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.
Efetivamente, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, em sua tese “Modernidade Líquida”, a contemporaneidade é marcada pela volatilidade das relações sociais: a fragmentação dos laços afetivos e o individualismo. Isso acontece, infelizmente, porque muitos indivíduos - preocupados com seus desejos pessoais e laborais - não se importam com os direitos alheios. Assim, por serem autocentrados, pensam só na felicidade dele e não a do outro. Neste sentido, o feminicídio ocorre, já que, quando o agressor se depara que seus desejos pessoais não são correspondidos, pode usar formas violentas para terminar com a sua dor e subtrair o direito do ou-tro: da mulher. Deste modo, o homicídio gera uma cultura violenta, que preconiza- -se somente os próprios sentimentos em detrimento da felicidade de todos.
Além disso, “Nas favelas, no senado/sujeira pra todo lado/ ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação.”. De maneira análoga ao denunciado na música da banda Legião Urbana, a omissão governamental impede a construção de um ser voltado para a sociedade, principalmente, quando prepara–o somente para questões mercadológicas em vez de um cidadão ético e maduro para os desafios sociais. Deste modo, a construção de um ser social é falhada, visto que a consciência do ser é moldada sob o viés financeiro. Então, é favorecido várias doenças mentais e a objetificação do feminino, o que pode causar o feminicídio co-mo a solução quando as projeções masculinas não são realizadas e, consequente-mente, trazer medo de se relacionar nas mulheres.
Portanto, faz-se necessário que o Estado, por intermédio do Ministério da Edu-cação, promova a valorização de disciplinas das ciências sociais, como filosofia e sociologia. Isso pode ser feito por meio do incremento nos currículos das institui-ções educacionais, a fim de construir sujeitos éticos e maduros, preparados para contribuir e respeitar a felicidade e a autonomia do outro.