Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 25/10/2022
“As grandes conquistas da humanidade foram obtidas conversando, e as grandes falhas pela falta de diálogo”. Observa-se na frase de Stephen Hawking, físico teórico britânico, que as falhas persistentes no que tange o cenário feminicídio no território brasileiro são recorrentes pela falta de diálogo no corpo social moderno. Em vista disso, percebe-se que a conjuntura é motivada pelo descaso governamental e, também pela objetificação da mulher, impasses esses constantes no aspecto coetâneo da Federação.
Primordialmente, é imprescindível analisar que a persistência da problemática deve-se, principalmente, à omissão do Estado, uma vez que esse não executa o direito fundamental à igualdade entre homens e mulheres estabelecido na Constituição Federal, decretada em 1988. À vista disso, o Ministério a que se refere a pauta, pela falta de políticas públicas eficazes, como as estatais para romper com a cultura patriarcal do século XXI, para solucionar o imbróglio, fere a legislação. Devido ao fato de que esse sistema enfraquece a posição das mulheres na sociedade, e submetem elas à violência e discriminação. Desse modo, essas práticas não corroboram com os preceitos e princípios de justiça positivados.
Outrossim, é fundamental salientar que a lógica consumerista é propulsora do problema. Conforme Zygmunt Bauman, grande filósofo e sociólogo polaco, a inexistência de vigor nas relações sociais, políticas e econômicas é a peculiaridade da “modernidade líquida” vivenciada na contemporaneidade. Diante desse contexto, o imbróglio é motivado pela objetificação da mulher. Sobretudo, esse problema ocorre em virtude da visão masculina onde a mulher é vista como parte do pertencimento do homem.
Diante dos argumentos supracitados, são imprescindíveis mudanças para alterar esse quadro. Para isso, o Ministério da Educação, juntamente com a Mídia, devem inserir, dentro das redes públicas de ensino, campanhas informacionais sobre a desigualdade entre gêneros e como as mulheres sofrem com a mesma. Sobretudo, essas campanhas serão feitas com mulheres que já passaram por essa
situação, por meio de verbas da União do fundo rotativo destinadas a conscientizar a população. Com isso, a questão será intermediada na contemporaneidade.