Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 25/10/2022

Nessa sexta feira dia 21 de outubro, Tânia Aparecida do Nascimento morreu em na Upa de Ibirité. Tânia vinha sofrendo agressões diarias de seu marido quando resolveu prestar queixa na policía, porém não obteve uma resposta. Pouco tempo depois foi agredida novamente por seu marido, onde ele empurrou ela da escada na casa onde moravam. Tânia foi internada com ferimentos graves, poém não resistiu e veio a óbito. E isso nos leva a pensar, até quando a segurança da vida das nossas mulheres importa?

O feminicídio domina nosso país e o Brasil segue como 5° no mundo onde mais ocorre violência contra a mulher. Seja ela por cíumes, misoginia ou discriminação de gênero. Em razão dos altíssimos níveis de crimes cometidos contra a mulher que fazem há necessidade urgente de leis que tratem com rigidez tal crime. Dados revelam que só em 2017 ocorreram mais de 60 mil casos de estupro no Brasil. Além disso carregamos uma cultura machista que discrimina a mulher por meio da misoginia ou patriarcalismo. Isso gera objetificação da mulher, o que resulta em mais casos de feminicídio.

No Brasil temos a lei 13.104/15, mais conhecida como lei do feminicídio, porém nem sempre isso é bastante. É comum ver casos como o da Tânia, onde a vítima procura a ajuda porém muitas vezes a negligência é maior e o final é o mesmo.

Para mudar o caso de feminicídio no Brasil precisamos começar da raíz, e quando digo raíz digo escolas. Mostrando a importancia das mulheres nas sociedade e ensinando o devido respeito que elas merecem. Só assim teremos chance de diminuir esse problema gerado por um passado manchado.

Como afirmam algumas teorias feministas, a origem dessa violência está na cultura patriarcal e misógina que ainda está plantada na nossa sociedade. Esse tipo de cultura só pode ser mudado com políticas que promovam a educação e igualdade junto com a fiscalização das leis. Dessa forma talvez possamos mudar a cena atual para uma melhor.