Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 04/11/2022
De acordo com o filósofo Rousseau, o Estado precisa promover o bem-estar social aos indivíduos. No entanto, a questão do feminicídio em território brasileiro fere esse pensamento, por ser adverso aos princípios do Contrato Social. Assim, é necessário a análise disso, à luz do machismo enraizado e o estigma em razão da denúncia
Primeiramente, é válido evidenciar a cultura do machismo ainda impregnada na sociedade. Um pensamento que existe há séculos, desde a Roma antiga, onde o homem era uma figura patriarcal. Atualmente, isso vem sendo mudado, porém, a posição da mulher independente e, algumas vezes, rejeitando a submissão da figura masculina, gera uma ferida no sujeito, o qual tenta buscar a sua colocação de superior, resultando em violência. Segundo o estudo realizado pelo Observatório de Feminicídios, em Londrina, nos 11 casos julgados em 2021, oito mulheres estavam separadas ou buscavam a separação de seus agressores.
Ademais, observa-se também um estereótipo em solo brasileiro, o qual coloca a vítima de agressões domésticas como um ato de pedir atenção, dessa forma, mulheres que, supostamente, sofrem ataques de parceiros, denunciam com a finalidade de tornar-se uma pessoa pública pela mídia que o caso traria. Nessa perspectiva, muitas pessoas do sexo feminino não buscam por ajuda, com medo de serem desacreditadas, e suas situações se tornam grave, até que viram estatistca.
Sendo assim, caminhos precisam ser tomados para intervir nessa problemática. Portanto, o Ministério Público deve promover fiscalizações, por meio de verbas da União, com a finalidade de diminuir o índice de casos de feminicídio no Brasil.