Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 25/03/2023
“E a morte é como um pai que bate na mãe e rouba os filhos do prazer de brin-car(…)”, esse trecho da música Amianto, da banda Supercombo, denota um cenário cruel e constante na sociedade brasileira. Este cenário contribui para uma questão preocupante no território nacional: o feminicídio. Esta questão é consequência da violência doméstica e a relação de posse imposta por uma sociedade machista. Dessa forma, é necessário criar meios para combater esse problema.
A resultante da violência contra a mulher, muitas vezes, é a morte. No conto “Maria”, autora brasileira Conceição Evaristo, a personagem é assassinada no ôni-bus depois de suspeitarem que ela conhecia os homens que assaltaram o trans-porte público. Em paralelo ao conto, na atualidade, as justificativas para a violência são diversas e colocam na vítima a culpa do ocorrido, assim como no conto, essa violência cruel e descriminatória impôe uma posição justificada à morte.
Além disso, a sociedade machista a qual o Brasil está inserido colabora para que exista uma relação que configura a mulher como um objeto. O conto “Venha ver o pôr-do-sol”, da escritora brasileira Lygia Fagundes Telles, tem um final trágico, no qual a personagem é presa e abandonada em um cemitério até a morte pelo ex- -namorado. Este final é fruto de um consciente histórico de que a mulher é posse do homem, e isto, justifica as barbáries efetuadas pelos homens ao sentir-se sem controle sobre a mulher.
Portanto, é preciso que o MInistério da Educação implemente no currículo escolar a pauta sobre a violência contra a mulher e a igualdade de gênero, para que desde a infância, as crianças e adolescentes tenham consciência que isso não deve ser normalizado, a partir de gincanas, atividades em classe ou feiras-culturais. Além disso, o Legislativo deve tornar as leis mais rígidas a respeito da violência de gênero para amenizar a ocorrência e a naturalização desse problema.