Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 20/04/2023

Na obra “O Cidadão de Papel”, o jornalista Gilberto Dimenstein critica o sistema de leis do Brasil, o qual possui uma boa elaboração, porém carece de efetividade na prática. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto feminicídio no território brasileiro, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pela negligência estatal e também pelo conformismo público às ações violentas e machistas em um relacionamento.

Em primeiro lugar, constata-se o desserviço estatal como uma das causas da questão do feminicídio no país. Nesse contexto, o filósofo Zygmund Baumann criou a expressão “Instituição Zumbis”, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições, como Estado, estão perdendo sua função social. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que o poder público não exerce seu devido dever no país, o que acarreta ao aumento de índices de feminicídio, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dessa forma, devido à omissão governamental, a problemática é agravada no meio social.

Ademais, a carência de discussões acerca do feminicídio é um dos motivadores do impasse. Sob esse aspecto, segundo Émile Durkheim “O egoísmo é, em grande parte, produto da sociedade”. Esse fato se instrumentaliza no hodierno Brasil, já que a sociedade- negligentemente- se silencia perante ao abuso de autoridade dos parceiros sobre suas esposas, violência física e mental dentro de relacionamentos, muitas das vezes levando a situações de violência extrema. Desse modo, devido à carência de visibilidade dada à questão, a problemática se mantém no Brasil.

Portanto, faz-se necessário ações para conter o feminicídio no território brasileiro. Para tanto, o Governo Federal, cuja função é manter a harmonia social, por meio do Ministério das Mulheres, desenvolver melhores políticas públicas, a fim de combater todas as formas de preconceito e discriminação herdadas de uma sociedade patriarcal e excludente. Além disso, cabe à mídia, por meio das redes socias, a exemplo do Instagram e facebook, desenvolver campanhas relacionadas ao feminicídio com o feito de alertar a todos sobre tal temática. Feito isso, a realidade destoará da obra de Dimenstein.