Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 08/07/2023
Historicamente, o papel feminino foi subjugado aos interesses masculinos durante muitos anos, só começou a ser contestado em meados do século XX,tendo a francesa Simone de Beauvoir como expoente. Embora tenham sido obtidos avanços no que se refere aos direitos civis, a violência contra a mulher é uma problemática persistente no Brasil, uma vez que ela se dá- na maioria das vezes no ambiente doméstico.Essa situação dificulta as denúncias contra os agressores, pois muitas mulheres temem expor questões que acreditam ser de ordem particular.
De acordo com o site “Mapa da Violência”, nas últimas três décadas houve um aumento de mais de 200% nos índices de feminicídio no país.Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à mulher, tais como a Secretaria de Políticas para as mulheres e a Lei Maria da Penha.A existência desses mecanismos é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes de agressões contra as mulheres.
Sobretudo a principal causa dessa problemática são os fatores culturais e educacionais.Devido ao caráter machista e patriarcal da sociedade brasileira, o preconceito começa ainda na juventude, com o tratamento desigual dado a filhos e filhas, comumente nota-se uma maior restrição para o sexo feminino. Além disso, há a violência moral, ainda muito frequente no mercado de trabalho.
Torna-se evidente, portanto, que a persistência da violência contra a mulher no Brasil é grave e exige soluções imediatas, e não apenas um belo discurso. Ao Poder Judiciário, cabe fazer valer as leis já existentes, oriundas de inúmeros discursos democráticos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão instigando mais denúncias , cumprindo assim , o seu importante papel social. A escola, instituição formadora de valores, junto às Ong’s, deve promover palestras a pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz.