Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 22/09/2023

Segundo Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir o bem-estar da população. Entretanto, com a persistência do feminicídio na sociedade contemporânea, nota-se que o Governo Federal ainda poupa esforços para combater essa celeuma, uma vez que os números dessa grave questão sociocultural ainda são muito expressivos. Por isso, é mister investigar os impactos do feminicídio no território brasileiro, ao abordar problemas como a deficiência escolar no que tange ao assunto e a impunidade dos agressores.

Nesse contexto, é importante observar que a violência contra as mulheres é um tema pouco discutido no cenário educacional. Acerca disso, de acordo com Vera Maria Candau, o sistema de ensino está preso nos moldes do século XIX e não se atenta às inquietudes hodiernas. De maneira análoga à ideia da intelectual, muitas instituições de ensino focam no rendimento escolar e deixam em segundo plano a formação cidadã dos alunos. Logo, essa negligência dos educandários colabora para que o alto número de feminicídios perpetue.

Também, como consequência dessa alienação, percebe-se que muitos agressores saem impunes até o momento em que, de fato, ocorre um homicídio, ato que poderia ter sido evitado se não houvesse acontecido uma normalização da violência cotidiana contra a mulher. Conforme o filósofo Heráclito de Éfeso, nada é permanente, exceto a mudança. Ou seja, a sociedade está propensa às transformações. No entanto, se o Estado não agir, aqueles que violentam vão continuar livres para, em algum momento, atentar contra a vida.

Portanto, é evidente que o feminicídio no território brasileiro configura-se como um impasse que precisa ser resolvido. Logo, cabe ao Ministério da Educação - órgão federal responsável pelo ensino no Brasil - incluir na grade escolar aulas e palestras para promover a mudança e para instruir os estudantes sobre como agir caso testemunhem uma situação de violência doméstica, por meio do investimento e incentivo governamental, o qual irá promover avanços positivos que atuarão diretamente na diminuição da violência. Desse modo, a realidade aproximar-se-á do Estado idealizado por Thomas Hobbes.