Feminicídio no território brasileiro

Enviada em 03/11/2023

Existem diversos direitos previstos na Constituição Federal Brasileira de 1988, dentre eles o direito à igualdade independente de gênero, religião, sexualidade, entre outros. Entretanto, a conjuntura não é retratada no país ao se analisar o feminicídio. Esse problema é resultante de fatores como a superioridade de gênero e também o silenciamento das mídias sociais.

Em primeira análise, vale ressaltar a ideia de superioridade de gênero. Sob essa ótica, uma análise feita pelo Datafolha, mais de 50% das mulheres em cargos administrativos no país, ganham menos que homens que exercem a mesma função. Dessa forma, essa observação remonta ao feminicídio, pois em muitos dos casos, a superioridade atinge o homem por pensar ser superior ou até mesmo por pensar que a mulher não deve ocupar um lugar na sociedade. Sendo assim, percebe-se o quanto a superioridade transforma um pensamento patriarcal em um crime.

Além disso, é notório o silenciamento das mídias sociais. Desse modo, segundo o sociólogo Zygmmunt Bauman, uma instituição quando posicionada de forma a ignorar sua função original, ela é considerada em um estado “zumbi”. Consoante a isso, percebe-se o pouco compartilhamento de matérias não só contra o feminicídio, mas também sobre formas para combatê-lo. Sendo assim, a ideia de Bauman se encaixa no contexto de midias já que a função da mídia seria informar aos receptores fatores do dia a dia.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o crime contra mulheres no território nacional. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo, responsável por colocar em ato as leis criadas pelo Poder Legislativo, enviar verbas para promover palestras educativas que seriam divulgadas pelas redes sociais com o intuito de abrandar o tema retratado. Somente assim, o estado desemprenhará seu papel social e proporcionará a igualdade prevista na Carta Magna do país.