Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 28/02/2024
“Hoje o perfume eu não sinto mais, o meu amor já não me bate mais, infelizmente eu descanso em paz”, esse trecho da música rosas, da banda atitude feminina, retrata uma realidade fatídica de diversas mulheres que foram vítimas de feminicídio no território brasileiro. Infelizmente, há diversos fatores que fazem essa violência se tornar frequente, destacando-se a falta de políticas públicas que façam a mulher reconhecer esse crime e a eufemização do quadro de violência contra mulher, dificultando a denúncia.
Inicialmente, vale salientar que, no livro " Os sete maridos de Evelyn Hugo", é retratada a relação da protagonista com seu segundo marido, Don adler, de forma que, apesar de ser fictício, explica como a falta de políticas que ajudem a mulher a reconhecer a violência, dificulta a saída dela do ambiente hostil, no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Evelyn Hugo, a personagem principal, passou por um longo período de agressões causadas por Don adler, mas, mesmo assim, permaneceu no relacionamento até o próprio marido perdir divórcio, já que, não havia nenhuma rede de apoio, principalmente governamental, que informasse a gravidade da situação e a fizesse perceber que não havia mais amor na relação.
Ademais, pode-se fazer um paralelo entre como o Brasil era no século 20 e como a nação está agora, em relação a eufemização da violência contra a mulher, podendo ocasionar o feminicídio. No século 20, e antes dele, a mulher quando casada, era categorizada como uma posse do marido, vista como uma propriedade que era obrigada a servi-lo, por isso, se fosse agredida ou morta por ele, nada era dito, vendo-se que ela tinha esse papel cultural na época,“abafando” a violência,e,caso não seguido, ela que deveria sofrer as consequências. Mesmo tendo se passado mais de 100 anos, ainda existem homens que não aceitam a mudança cultural.
Em suma, urge a necessidade de resolução sobre falta de políticas públicas para o reconhecimento da violência contra mulher e a eufemização desse crime. O Ministério das Mulheres deve elaborar um projeto com o Ministéio das comunicações, denominado de “Consciência salva”. Essa medida funcionará de forma on-line, onde os Ministérios irão publicar em suas redes sociais relatos de mulheres vítimas dessa violência e postagens sobre como identificar um agressor.