Feminicídio no território brasileiro
Enviada em 16/07/2024
17 de Outubro de 2008, dia do assassinato da Eloá, de apenas quinze anos, um dos casos mais marcantes de feminicídio na história do Brasil. Mesmo após 16 anos desse caso - que a mídia fez de reality os dias que a jovem passou em cárcere privado - os casos de feminicídio no país só aumentam. Nesse contexto, a realitização e a ausência de políticas eficazes de punição contra os criminosos, con-
tribuem para que o território brasileiro esteja coberto de sangue das vítimas de feminicídio.
A príncipio vale ressaltar que os programas das grandes mídias estão interessa-
dos somente em ganhar audiência. Isso ocorre porque as grandes emissoras são, antes de tudo, grandes empresas, notíciarios como ’’ Brasil urgente’’ ‘‘Cidade Alerta’’ visam somente apavorar a população e não contribuem de fato, a tornar a sociedade um lugar melhor. Com isso, é notório que estamos vivendo a sociedade
do espetáculo de Guy Debord, na qual as grandes emissoras fazem das tragédias
grandes espetáculos. Dessa forma, é necessário que haja uma consientização da
população, para que saibam selecionar melhor os conteudos assistidos.
Além disso, a ausência punições eficazes contribui para que os casos desse cruel crime continuem ocorrendo no Brasil. Tal problema ocorre porque com as brechas
do sistema, um crime que poderia levar a 30 anos de reclusão, por bom comporta-
mento, os assasinos acabam ficando menos que 10 anos na cadeia. Dessa maneira, por ainda vivermos em uma sociedade marjoritariamente comandada por homens, as leis são criadas com brechas para favorece-los.
Diante do exposto, fica evidente a necessidade de uma maior fiscalização no cumprimeto do código penal. Logo, para reduzir o femincídio no Brasil, o ministério da justiça, deverá oferecer um plano por meio de uma emenda do código penal na qual constará que crimes como qualquer tipo de homicídiocontra mulheres, crianças, lgbtqiap+ etc, não terá direito á redução de pena, nem por bom comportamento, também estará proibida a prisão domiciliar, para esses casos. Para assim, construir uma sociedade que protege as mulheres e populações vúlneraveis.