Fome e desigualdade social no século XXI
Enviada em 10/06/2026
A desigualdade social é definida pela discrepância entre a distribuição de recursos na sociedade. Sabendo disso, a falta de acesso à alimentação digna também se enquadra dentre as características dessa problemática. Portanto, é inaceitável que a fome e o desequilíbrio socioeconômico persistam na sociedade brasileira, sendo causados pela negligência estatal e pelas raízes históricas do Brasil.
Primeiramente, o descaso governamental fomenta o problema. Sob esse prisma, o documentário “Ilha das Flores” retrata a ligação direta entre as disparidades econômicas e a carência alimentar ao mostrar que a alimentação da parcela marginalizada da população é proveniente dos restos orgânicos do lixo urbano. Acerca disso, fica explícito na obra o desinteresse do poder público em auxiliar os cidadãos que vivem em condições de vulnerabilidade. Assim, é imperativo a necessidade de intervenção do Estado para auxiliar essa parcela social que vive em situações semelhantes ao mostrado na produção audiovisual.
Outrossim, a formação nacional reforça a questão. Partindo dessa lógica, desde os primórdios da colonização, há um distanciamento socioeconômico entre a elite e as classes marginalizadas. Nesse contexto, os escravizados possuíam acesso restrito à alimentação, que ocorreu, dentre outras formas, a partir da invenção de mitos para amedrontá-los, como, por exemplo, acreditava-se que consumir manga e leite simultaneamente era prejudicial. Então, torna-se evidente que a estrutura social do Brasil foi moldada a partir do afastamento da parcela popular menos favorecida dos seus direitos básicos, tais como a segurança alimentar.
Em suma, o desinteresse estatal e a herança histórica são causadores do problema vigente. Então, é dever do Estado, responsável por garantir o bem-estar da nação, oferecer suporte àqueles que se encontram em situação de insegurança alimentar por meio de investimentos em programas sociais com foco em fornecer alimentação digna ao povo brasileiro, a fim de reduzir a fome que atinge a população. Ademais, o respectivo agente deve incentivar os cidadãos a doarem alimentos perecíveis por meio de campanhas veiculadas em canais midiáticos para que a sociedade se torne engajada e consciente da seriedade do impasse atual.